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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Não dá para não participar (2)

 

Enviada por: Silvia Abreu, jornalista e produtora cultural

O Ministério da Cultura está procurando realizar ações afirmativas para preservar e tornar visível a cultura afro brasileira. Cinco editais estão abertos voltados para criadores e produtores negros. Sem dúvida, é uma grande oportunidade, para a qual não podemos nos furtar em participar. Afinal, se somos bons em exigir oportunidades iguais, devemos, neste momento, demonstrar nossa capacidade de organização e mobilização.
Há poucas semanas, a Representação Regional Sul fez um chamamento à comunidade negra para que esta se cadastre junto ao MINC. É importante que seja dado nome e endereço a quem promove a cultura negra neste País. Os interessados em fazer parte deste cadastro devem informar o nome da entidade, área de atuação, local/território de atuação/endereço, nome completo do representante legal, e-mail e telefone para contato. Segundo, a Representação Regional, o mapeamento está sendo feito em todo o País visando abranger o maior número de interessados e contribuir com uma maior visibilidade da arte e da cultura negra.
As informações podem ser enviadas para
comunicacaosul@cultura.gov.br
Porém, o mais importante é que a comunidade negra participe dos editais que estão abertos. Quanto mais projetos e mais organizações participarem dos editais que estão sendo oferecidos pela Fundação Nacional de Artes, em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República – SEPPIR, mais força demonstrarão e mais verbas e editais garantiremos para os próximos anos. Se formos poucos e inexpressivos, perderemos o pouco que já conseguimos. Depois, não caberão reclamações e queixas, de que não somos vistos ou contemplados. Por isso, conclamo a todos a organizarem suas ideais e as transformarem em projetos. Os editais são autoexplicativos e com a ajuda de um amigo ou um profissional mais experiente é possível preencher o formulário e entrar na disputa.
 Quem quiser saber mais sobre o assunto, pode procurar o plantão criado para informar sobre os Editais, no escritório da Representação, Rua André Puente, 441 sala 604.   Os   Editais abertos para produtores e criadores negros contemplam as áreas do livro e leitura, audiovisual e artes. As inscrições são gratuitas e podem participar todos os interessados.
Portanto, mãos à obra!
Para conhecer os editais e prêmios em aberto, acesse:
Prêmio Memórias Brasileiras vai selecionar iniciativas dos movimentos sociais - Acesse o edital e anexos.
Editais da Funarte: Premio Grande Otelo- http://www.funarte.gov.br/edital/premio-funarte-grande-otelo/
Fundação Biblioteca Nacional 2012 - http://www.bn.br/portal/?nu_pagina=144
Fundação Palmares - Editais abertos - http://www.palmares.gov.br/2012/10/editais-abertos/
Prêmio Culturas Populares 2012 - Abertura 05/01/2013 - http://www.cultura.gov.br/culturaviva/premio-culturas-populares-2012/
1ª edição do Prêmio Ibram Memória do Esporte Olímpico - http://www.museus.gov.br/premios-e-editais/programa-de-fomento-2012/
 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Não dá para não participar


Enviada por: Irene Santos, fotógrafa

No dia da Consciência Negra, 20 de novembro do ano passado, a ministra Marta Suplicy,  da Cultura, numa atitude iluminada,  lançou editais direcionados a criadores e produtores culturais negros. Demorou ,mas parece que agora a elite brasileira começa a perceber que a melhor história dos negros é  a que é contada pelos próprios. Como a melhor demonstração de arte negra é  a apresentada pelos negros. E por aí vai...

Claro que apareceu a turma “do contra”, reclamando da suposta discriminação, aconselhando os negros a não aceitarem a “humilhação” de participar de um edital racista (?). Mais claro, ainda, é que esse tipo de opinião vem de gente que nunca sentiu no couro o significado do tripé racismo, preconceito, discriminação,  onipresente na democracia cordial brasileira.
Marta Suplicy se explicou: "É para negros serem prestigiados na criação, e não apenas na temática. É para premiar o criador negro, seja como ator, seja como diretor ou como dançarino. Não é racismo."
Emanoel Araújo, criador do Museu Afro-Brasil/SP encerrou a falsa polêmica: "A iniciativa é uma posição política muito bem-vinda. Do jeito que está [a cultura], o Brasil parece a Dinamarca. Na TV, o negro sempre aparece é na posição de empregado ou de chacota. É de um lado o lado branco chiquérrimo e o do outro o escravo ou ex-escravo."
Voltando  à porta entreaberta, aí vai o link para acessar os editais:
Aqui na cidade, reforçando a ação afirmativa do ministério, está sendo organizado um cadastro de produtores e criadores negros.
 A representante do Minc/RS, Margarete Moraes ( margarete.moraes@cultura.gov.br), generosamente disponibilizou seu endereço eletrônico para que lhe sejam enviados os currículos dos criadores e  produtores negros .
Não dá para não participar!